O que esperar da integração GenIA e SEO para 2025?

A intersecção entre Search Engine Optimization, Marketing de Conteúdo e as inteligências artificiais generativas vêm tomando grandes proporções – tendo um grande crescimento no segundo semestre de 2024
Segundo a CMI, os profissionais de marketing que utilizam IA disseram que, normalmente, o uso auxilia no processo de brainstorming (51%), na pesquisa de palavras-chave (45%) e também na escrita de rascunhos textuais (45%).
O uso das IAs no universo de SEO provavelmente ficará ainda mais frequente não só no que tange a operação, mas também na maneira como essas LLMs (Large Language Model) são utilizadas e/ou aplicadas durante a jornada de pesquisa dos usuários – e todo esse cenário nos apresenta, claro, grandes oportunidades!
É por isso que este artigo abordará tendências focando nas IAs generativas, nos novos buscadores e no impacto de novas features (como a AI Overview do Google, anteriormente chamada de Search Generative Experience) no cenário de pesquisa.
Afinal, a IA otimiza ou não processos operacionais de SEO? A resposta é que, de fato, depende.
De forma bem ampla e generalista, elas são capazes:
- de gerar conteúdo altamente personalizado, adaptado ao perfil do usuário pré indicado via prompt;
- colaborar com revisão de linhas de código e dados estruturados;
- gerenciar a arquitetura de conteúdo de acordo com a jornada do público;
- auxiliar com estratégia de linkagem interna, clusterização e construção de backlinks;
- analisar conjuntos complexos de dados como tráfego, palavras-chave e CTR;
- além de, claro, colaborar com processos criativos.
No entanto, o nível de aplicação no dia a dia de trabalho acaba dependendo diretamente do profissional que está operando, da empresa e da estratégia aplicada. Aqui na Monks, por exemplo, somos treinados para que o uso das generativas seja o mais coerente e otimizado possível – para que isso, realmente, nos auxilie em nossos escopos.
No entanto, é válido ressaltar que a implementação dessas IAs enquanto parte dos processos de SEO pode apresentar defasagens em alguns setores. A dificuldade na escolha de qual utilizar e, inclusive, a falta de treinamento e compreensão ampla da capacidade das LLMs tornarem-se mais latentes com o passar do tempo – e é aqui que os desafios começam.
O que mais pode ser desafiador nesse contexto?
Apesar do assunto gerar grande estímulo em uma indústria que tende a ser disruptiva, como a do marketing digital, a integração de SEO e IAs também apresenta algumas dificuldades.
Um exemplo é a saturação de conteúdo devido a facilidade de geração de texto em larga escala. Isso pode levar a uma diminuição da qualidade da informação disponível na web, tornando mais minucioso o processo dos buscadores de identificarem o que é realmente relevante e quem está produzindo conteúdo, de fato, pensando em qualidade.
Inclusive, os motores de busca estão constantemente atualizando seus algoritmos e documentações sobre políticas de Spam (o Google, por exemplo, movimentou seus bots cerca de 5 vezes neste ano). Isso significa que os profissionais da área precisam estar sempre atualizados sobre as melhores práticas e as diretrizes oficiais.
O esforço para ranqueamento orgânico
Além dos dois pontos citados, existe um que especialmente é o que mais desafiador para muitas marcas: o ranqueamento e a “disputa” pelo espaço nas generativas, sejam em chatbots (ChatGPT, Gemini, Cloude), em snippets nos resultados de busca (AI Overview do Google) ou em motores de busca generativos (Perplexity e SearchGPT da OpenAI).
Nesse contexto, as iniciativas para consolidar técnicas que garantam essa visibilidade já estão em andamento, conforme exploraremos abaixo.
O Generative Engine Optimization pode ajudar?
A otimização generativa de mecanismos (ou Generative Engine Optimization – GEO) é o mais recente grande desenvolvimento que está movimentando a maneira como os profissionais de SEO e Marketing de Conteúdo trabalham.
Apesar do SEO tradicionalmente colaborar com o aumento da visibilidade das marcas em mecanismos tradicionais como Google e Microsoft Bing, o GEO visa a forma como as marcas aparecem em plataformas orientadas por IA.
Adicionar estatísticas, citações e pesquisas relevantes pode aumentar a visibilidade do conteúdo em mecanismos generativos em até 40%, de acordo com o artigo “GEO: Generative Engine Optimization” – criado por pesquisadores de Princeton.
Para a pesquisa, cerca de 9 práticas foram testadas em cerca de 10.000 consultas de pesquisa. O conjunto de dados foi compilado do Google, Microsoft Bing, Perplexity.AI Discover, GPT-4 e aqui está um resumo das práticas aplicadas em conteúdos que mais obtiveram bons resultados em generativas:
- Linguagem direta e simples: o conteúdo foi modificado para ser mais persuasivo na mensagem e trabalhar com uma linguagem simplificada e de fácil consumo;
- Topical Authority: mais palavras-chave foram adicionadas para corresponder à consulta e uma ampla visibilidade de artigos correlacionados com linkagem interna;
- Adição de estatísticas: mais dados quantitativos foram adicionados, em vez de discussões apenas qualitativas, além de citação de profissionais da área, pesquisas e dados relevantes sobre o tema do conteúdo;
- Uso de conceitos técnicos: que foram adicionados ao conteúdo sempre que possível e conforme fosse relevante.
A ascensão ininterrupta das IAs generativas nas buscas
Por fim, este também pode ser considerado um desafio. Os chatbots generativos, como ChatGPT, Gemini e Claude, já têm ganhado bastante representatividade e mudado a maneira de buscar por informação sobre produtos e marcas.
Para ilustrar, abaixo, a média de volume de pesquisa nesses websites apenas em agosto de 2024, segundo dados da Wix:

Apesar disso, o maior Share of Search ainda é do Google. Segundo dados da Adobe, de 2023, o Google era a primeira escolha como buscador em 91% dos casos analisados.

Já em 2024, esse percentual cai relativamente mas ainda é alto: o Google é mais utilizado em 83% das buscas (Similarweb e SparkToro), conforme ilustrado abaixo.

As chances de sucesso para as marcas
Elas existem, claro, e a meu ver devem visar 4 pontos principais:
- alta preocupação com a qualidade de informação que a marca dispõe na web;
- testes focados em otimizações táticas focadas em GEO;
- implementação e teste de processos usando as IAs nos escopos da equipe;
- estratégias que envolvam a multicanalidade.
Quando pensamos em multicanalidade, inclusive, isso significa ir além da simples presença online e abraçar uma abordagem holística que considera a jornada do cliente em múltiplos pontos de contato.
A relevância de uma marca não se limita mais ao Google há algum tempo, portanto, a otimização para mecanismos de busca precisa ser expandida para plataformas generativas como também para YouTube, Bing e TikTok, cada uma com suas particularidades e algoritmos específicos.
Além disso, os usuários agora estão interagindo com informações por meio de comandos de voz, vídeos, imagens e áudio, o que também reforça a necessidade de compreender a jornada e pesquisa multimodal.
Outras expectativas para 2025
Profissionais renomados de SEO acreditam que para o próximo ano as estratégias devem ser alteradas para visar, ainda mais, qualidade de conteúdo.
Ou seja, ao invés de produzir milhares de páginas de baixo valor, por exemplo, a sua marca pode se concentrar naquelas 15 páginas que geram receita e tráfego.
Depois disso, otimize essas páginas com estatísticas e citações de especialistas, melhore as taxas de cliques com alterações quick wins em title, meta, headings e estrutura textual, incorpore-as nas estratégias de mídias sociais e, por fim, otimize os conteúdos com foco em Generative Engine Optimization.
Parece até uma receita de bolo, mas você precisa avaliar os resultados depois e criar novos processos se assim for necessário.
Para além disso, e da adaptação contínua às mudanças nos algoritmos e às novas tecnologias de IA, outros pontos focais devem ser deixados no radar:
Experiências Interativas
Os buscadores generativos visam oferecer respostas diretas, claras e concisas, aproveitando as experiências reais dos usuários para qualificar o conteúdo. Além disso, esses buscadores poderão proporcionar experiências interativas, onde os usuários podem refinar suas consultas e obter respostas mais específicas – o que exigirá que o conteúdo seja estruturado de maneira que facilite essa interação.
2. Aprimoramento da AI Overview do Google
O lançamento oficial da AI Overview do Google é um marco importante na evolução do SEO. Este recurso promete transformar a maneira como os resultados de busca são exibidos e permite que os usuários obtenham uma visão mais contextualizada das informações (e antes dos resultados orgânicos). Com a capacidade de oferecer resumos e análises, o Google pode priorizar marcas que realmente agreguem valor na jornada de compras de quem está buscando e, ao mesmo tempo, garantir o aparecimento do recurso apenas para consultas específicas – como aquelas com intenção de busca informativa ou mais transacionais.
3. Profissionais especializados e o viés data-driven
Com a promessa da ascensão ainda maior de experiências multicanais, os profissionais de SEO devem buscar aprimoramentos e estudos aprofundados sobre os algoritmos de plataformas específicas. A capacidade de analisar dados, extrair insights relevantes e tomar decisões estratégicas baseadas em evidências será igualmente fundamental. Isso significa dominar ferramentas de análise, interpretar métricas complexas e usar os dados para otimizar continuamente as estratégias de SEO e Conteúdo. As marcas, por sua vez, devem investir nesse processo, garantindo tomadas de decisões estratégicas em conjunto para maximização do retorno sobre o investimento em SEO.
4. Impactos em tráfego e a necessidade de especialistas
Nesse caso, o que acontece é que, devido às diversas mudanças dos nos algoritmos de busca, assim como mencionado anteriormente, e a crescente de IA, a competição nas SERPs ficará cada vez mais difícil – assim como a disputa por outros espaços online. Nessa dinâmica, uma boa saída é buscar pela produção de conteúdo e de diversificação dos canais da marca que realmente agregam valor para os usuários. Não há para onde correr: é necessário (e quase obrigatório, a meu ver) olhar para a qualidade do que é disponibilizado na internet.
No fim das contas, a chave será encontrar o equilíbrio entre a automação proporcionada pela IA, inovação, pensamento estratégico, humanização e qualidade do que está sendo impulsionado na web – que há muito tempo não é mais “terra de ninguém”.
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